segunda-feira, 19 de abril de 2010

Agnus Dei


Esta pintura resulta daquilo que às vezes me acontece, uma espécie de visões, inconsequentes às vezes, aparentemente incoerentes. deve acontecer assim com imensas pessoas. Acho eu. Esta pintura é então uma apropriação, uma interpretação de uma pintura barroca da “Josefa d’Obidos”, de um dos seus inúmeros Agnus Dei. Representa um cordeiro quase submerso numa matéria, uma espécie de crude massudo, ou lama e acena com a sua patinha até uma próxima. O Cordeiro de Deus.

1 comentário:

Tiago r disse...

Dizes: «Esta pintura resulta daquilo que às vezes me acontece, uma espécie de visões, inconsequentes às vezes, aparentemente incoerentes. deve acontecer assim com imensas pessoas. Acho eu.»

Por trás destas tuas palavras reside toda uma corrente de pensamento (a que a Internacional Situacionista deu forma mais concreta) que, de outra forma e mais assertivamente, se resume assim: «As nossas ideias encontram-se na mente de todas as pessoas.»

Para mim, até agora, é o movimento que melhor delineou a fisionomia da história moderna. E dele não faltam ecos, que se reproduzem sem tão-pouco o terem conhecido... ;)

Abraço